Saúde

Cármen Lúcia defende resistência contra retrocessos autoritários

Agência Brasil

Ministra do STF lança livro sobre Direitos Humanos e democracia

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, apresenta a obra Direito de/para todos, destacando a importância do conhecimento como arma contra autoritarismos.

No último dia 2, no Rio de Janeiro, a ministra Cármen Lúcia lançou o livro Direito de/para todos, que oferece uma análise aprofundada dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Este lançamento assume um caráter relevante em um momento em que a democracia no Brasil enfrenta ataques severos, ressaltando que a consciência sobre as leis e a trajetória histórica de sua conquista são essenciais para impedir retrocessos civilizatórios.

Em entrevista à Agência Brasil, Cármen Lúcia enfatizou: “Todos os escritos e as palavras que levem as pessoas a pensarem um pouco no que significa a liberdade, a igualdade e a dignidade podem levar a uma resistência contra todas as formas de não democracia, de autocracia e de ditadura.” A ministra reforçou a necessidade de bases sólidas para evitar a perda de direitos conquistados ao longo da história.

A cerimônia de lançamento ocorreu na Academia Brasileira de Letras, e Cármen Lúcia também participou do programa Trilha de Letras, que será exibido na TV Brasil na próxima quarta-feira (11). Além da leitura dos textos, cada um dos 30 artigos do livro é acompanhado de ilustrações do renomado artista Candido Portinari, que proporcionam uma visão reflexiva sobre a importância dos direitos humanos.

O livro ainda traz um histórico da criação da Organização das Nações Unidas (ONU) e discorre sobre a evolução da Declaração Universal dos Direitos Humanos desde sua origem em dezembro de 1948. Cármen Lúcia salienta a importância da contínua consulta e observação dos artigos para garantir que os direitos sejam efetivamente assegurados.

Em suas palavras, a ministra expressou seu desejo de que “todas as pessoas que tenham alguma preocupação com os direitos humanos possam ver, pelas imagens do Portinari, um aporte de belezas e de reflexões sobre esses direitos.” Ela concluiu seu apelo enfatizando que o livro deve inspirar leituras e reflexões sobre o papel dos direitos básicos que a Constituição Brasileira garante a todos nós.

A mensagem de Cármen Lúcia é clara: a luta pelos direitos humanos e pela democracia deve ser constante e coletiva. O livro Direito de/para todos se apresenta como uma ferramenta fundamental nesta batalha, incitando a reflexão e a conscientização sobre a importância dos direitos que sustentam nossa sociedade.

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